Flipoços
Fala na mesa “A importância da escrita de si na preservação não apenas da memória individual, mas também da coletiva”, com mediação de Silvia Schmidt. A escrita de si contribui para a preservação da memória coletiva ao articular experiências individuais e contextos sociais. Essa perspectiva aparece na autossociobiografia de Annie Ernaux, influenciando autores como Edouard Louis e, no Brasil, José Henrique Bortoluci. Diários e relatos pessoais — de Virginia Woolf, Maura Lopes Cançado, Sylvia Plath e Carolina Maria de Jesus — revelam processos criativos, vivências de exclusão e aspectos silenciados da história, assim como Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva, que revisita lacunas da memória histórica brasileira. Pesquisa independente.